top of page

DIAGNÓSTICO MINHA OPNIÃO

É bem comum, nos dias atuais, encontrarmos crianças com atrasos e certas dificuldades.Mas isso não é de agora — já faz algum tempo.A questão é que hoje existem mais estudos, e com isso podemos ajudar melhor, diminuindo as angústias e as consequências que essas dificuldades acarretam. Isso é um fato.

Por isso, quando podemos oferecer um serviço baseado em muito estudo, há resultado — e há também um tempo de espera para que esse resultado aconteça.

Com certeza, uma das coisas que mais têm acontecido nos últimos tempos é o aumento dos diagnósticos.Sabemos que os diagnósticos são muito debatidos atualmente: são questionados, e devem ser mesmo.Hoje, há um número cada vez maior de pessoas, especialmente crianças, recebendo diagnósticos desde muito cedo.

Isso não significa que esses diagnósticos, quando bem comprovados, estejam errados — nem que as pessoas os busquem apenas por interesse financeiro ou por benefícios.Mas precisamos lembrar que, historicamente, os diagnósticos foram ignorados por muitos anos, e muitas pessoas sofreram por muito tempo — principalmente as pessoas com deficiência.

Pessoas com deficiências mais graves e comprometidas ficavam isoladas em casa, escondidas, para não sofrer ou para não enfrentarem suas dificuldades.E muitas vezes, eram os próprios profissionais de saúde, médicos e professores que orientavam os pais dessa forma.Não havia espaço para essas crianças.Não havia espaço para esses adultos.

Essas crianças cresceram, e suas dificuldades se agravaram — nas áreas de autonomia, comunicação e nas possibilidades de serem produtivas.

Hoje, com o avanço dos estudos, estamos descobrindo o potencial, principalmente no autismo — vendo pessoas crescerem, desenvolverem-se e realizarem coisas incríveis, trazendo benefícios inclusive para a própria humanidade.

Essa mudança é fruto da luta da comunidade de mães e pais, que vêm vencendo a cada dia.Essa questão precisa ser levada muito a sério.Não podemos banalizar o “superdiagnóstico”, mas também não podemos ignorar.

Não podemos minimizar sinais importantes do autismo quando vemos crianças com características claras — com laudo clínico — e mesmo assim recebem uma enxurrada de “nãos” que retardam o processo, muitas vezes por resistência de alguns profissionais que acreditam que há diagnósticos demais.

Sabemos que essas condições surgem na infância e interferem na comunicação, interação, movimentos repetitivos, autocuidado e funcionalidade no dia a dia, tanto da criança quanto do adulto.

Também sabemos que a primeira infância é a idade de ouro do desenvolvimento.Ela precisa ser levada a sério.Vai de 0 a 6 anos e é um período crucial para o desenvolvimento cognitivo, motor e socioemocional.É nessa fase que as bases para o futuro são estabelecidas.

Veja a importância de um acompanhamento adequado, de uma estimulação adequada que envolva todos esses aspectos.Durante essa etapa, o cérebro se desenvolve rapidamente, formando conexões neurais intensas, e as experiências vividas têm um impacto duradouro para o resto da vida.

O Marco Legal da Primeira Infância assegura e garante o direito à saúde, educação, alimentação de qualidade e um ambiente familiar estimulante.

Não podemos ignorar os diagnósticos — precisamos ver exatamente o que cada criança apresenta e buscar o melhor para ela.

Temos visto casos de TEA, TDAH e transtorno do desenvolvimento global.Este último foi substituído, de acordo com o DSM-5, por novas classificações que agrupam os transtornos do neurodesenvolvimento.

O DSM-5 trouxe mudanças importantes: antes, o termo “transtorno global do desenvolvimento” englobava condições como autismo, síndrome de Asperger e transtorno desintegrativo da infância.Mas percebeu-se que havia muita sobreposição entre essas condições, o que dificultava diferenciá-las.

Por isso, a nova nomenclatura — o Transtorno do Espectro Autista (TEA) — veio com uma visão mais ampla e integrada, considerando cada indivíduo de forma única.

Acredito que o TEA ainda vai evoluir muito em relação ao diagnóstico.Provavelmente teremos mais estudos e novas descobertas, porque realmente parece que “está tudo no mesmo balaio”, não é?

Mas o mais importante é não perder tempo.Não podemos perder as oportunidades cerebrais da primeira infância.Essa é a maior preocupação.

Independente de ter ou não um diagnóstico, tudo precisa ser feito para que o desenvolvimento aconteça — olhando para as necessidades reais da criança.

E muitas vezes, é o próprio indivíduo que vai se mostrando com o tempo:a criança, com seu comportamento e evolução; o adulto, com suas vivências e descobertas.

O essencial é que a pessoa se encontre, tenha um atendimento adequado, uma vida mais segura, possa viver bem, ter planos, e se desenvolver plenamente ao longo da vida.

Esse é o meu desejo. 🌿

ESCRITO POR Mônica Heiderich Schulze


ree

 
 
 

Comentários


©2023 por Mônica Comunica Fonoaudiologia. Orgulhosamente criado com Wix.com

bottom of page